O sistema BRT Sorocaba, operado pelo consórcio formado pela CS Brasil e o Grupo MobiBrasil, consolidou-se como um verdadeiro laboratório prático para o estudo de mobilidade urbana e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil. Recentemente, o projeto recebeu um grupo de 43 alunos de graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, interessados em aprofundar conhecimentos sobre o modelo de concessão pioneiro adotado na cidade.
Durante a visita, os estudantes puderam analisar a estrutura jurídica e administrativa de um sistema onde a concessionária é integralmente responsável pela implantação, operação e manutenção da infraestrutura.
O modelo diferencia-se da maioria das concessões de transporte no País por ser o primeiro segmento de ônibus precedido de obra. Nele, a iniciativa privada aplica recursos próprios para a construção e, após o período de contrato, os investimentos em infraestrutura são revertidos para o poder público.
O projeto, idealizado pelas empresas CS Brasil e MobiBrasil, contou com um investimento total de R$ 475 milhões, sendo R$ 133 milhões oriundos de subvenção governamental e o restante de responsabilidade privada.
TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE COMO PILARES OPERACIONAIS
Além da complexidade jurídica, o BRT Sorocaba destaca-se pelo uso intensivo de tecnologia e soluções sustentáveis – outro atrativo para os visitantes. Com cinco anos de operação completados em 2025, o sistema já ultrapassou a marca de 80 milhões de passageiros transportados.
Toda a operação é monitorada em tempo real por um Centro de Controle Operacional (CCO), que utiliza Sistemas de Transporte Inteligente (ITS) com mais de 20 soluções integradas para garantir segurança e previsibilidade aos usuários.
A experiência do passageiro é reforçada por uma frota climatizada com Wi-Fi gratuito e pelo aplicativo Cittamobi, que informa a localização exata dos veículos. No aspecto ambiental, o sistema adota práticas como o uso de energia fotovoltaica, o reaproveitamento de água e a utilização de ônibus mais silenciosos e menos poluentes.
Desta vez foram graduandos da FGV, mas o pioneirismo do modelo do BRT Sorocaba atrai frequentemente gestores e empresários interessados em replicar as boas práticas em outras regiões do Brasil.