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PIX se consolida como o principal forma de pagamento no transporte público brasileiro

Reportagem da Revista Technibus destaca como o PIX deixou de ser apenas uma conveniência para se tornar uma ferramenta estratégica no setor de mobilidade urbana e, especialmente, no transporte público coletivo. Com a necessidade de atrair passageiros que migraram para o transporte individual, as operadoras estão apostando na facilidade de pagamento como um diferencial competitivo fundamental para o sistema coletivo.

Segundo João Valle, CEO da Empresa 1, a chegada dessa tecnologia à mobilidade é um passo natural, visto que o cidadão já incorporou o uso do celular para transações cotidianas. A empresa tem liderado essa transição em cidades como Florianópolis, onde o PIX já funciona diretamente nos validadores dos ônibus e em terminais de autoatendimento. O modelo também se expandiu para municípios de diferentes portes, como Uberlândia (MG) e Linhares (ES), acelerando a digitalização do setor.

A força dessa modalidade de pagamento é confirmada por João Ronco Jr., diretor-presidente da Prodata, que revela que o PIX já representa, em média, 80% das transações nas operações da companhia. O executivo aponta que a simplicidade do processo, que pode ocorrer via QR Code ou Bluetooth, transformou a forma como os brasileiros compram passagens e recarregam seus cartões. No ecossistema da Autopass, o CEO Bruno Berezin reforça que a adoção foi extremamente veloz, permitindo que usuários adquiram bilhetes digitais até mesmo por canais de atendimento via WhatsApp.

Apesar do crescimento explosivo, a implementação do PIX no transporte enfrenta ritmos distintos dependendo do ambiente. Marco Antônio Tonussi, presidente da Tacom, observa que, embora o QR Code atrelado ao PIX ajude a reduzir a circulação de dinheiro a bordo, o uso direto no validador embarcado ainda é considerado incipiente em comparação ao uso massivo em outros setores da economia.

O principal obstáculo para a universalização do pagamento instantâneo na catraca reside na agilidade operacional. Para Rafael Telles, diretor de Produto da Transdata, a alta frequência de passageiros exige que a transação seja quase imediata para não prejudicar o embarque. Ele ressalta que, para o PIX avançar de forma definitiva na catraca, é necessário que o tempo de resposta dos bancos seja mais veloz e totalmente integrado à dinâmica do transporte coletivo.

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