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Eletromobilidade em São Paulo: Como os ônibus elétricos melhoram a rotina de motoristas e passageiros

Aos 38 anos, com 13 de profissão e dois deles vividos sobre um ônibus 100% elétrico, a motorista Priscila Correia resume em uma frase o que sente ao volante da nova frota: a sensação de conduzir o futuro. Integrante da MobiBrasil, ela faz parte da geração de profissionais que trocou o barulho do motor a diesel pelo silêncio quase total do veículo a bateria.

Mudança que, junto com a evolução, ganhou uma nova responsabilidade. “Agora, além de dirigir, a gente precisa ficar de olho no nível de carga da bateria o tempo todo. É uma preocupação constante que vem com o veículo elétrico”, afirmou em reportagem realizada pela Prefeitura de São Paulo. A mudança, segundo ela, trouxe também dirigibilidade mais suave, menos trepidação e um final de jornada bem menos cansativo.

E os ganhos não param no banco do motorista. Para os passageiros, a eletrificação da frota significa viagens mais silenciosas, com menos cheiro de diesel e menos vibração no assoalho — pequenos confortos que se acumulam em trajetos longos. 

Em uma metrópole como São Paulo, onde a poluição do ar responde por milhares de casos de doenças respiratórias por ano, substituir a queima de combustível fóssil por eletricidade é também uma medida de saúde pública: os ônibus elétricos não emitem poluentes locais, o que se traduz em ar mais limpo nas ruas e nos pontos de embarque.

A eletrificação do transporte coletivo é só uma das faces do movimento que a Prefeitura de São Paulo mapeou em estudo recente, divulgado em julho de 2026. A pesquisa identificou 290.334 vínculos formais em ocupações verdes na capital em 2024 — cerca de 5% do total de empregos formais da cidade. Desse universo, 70,5 mil vagas estão no setor de transporte, e a ocupação de motorista de ônibus urbano lidera o ranking: são 32.106 profissionais como Priscila, o maior contingente entre as 345 ocupações verdes levantadas a partir de 2.709 analisadas.

O levantamento, conduzido por técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), se baseou na metodologia de empregos verdes do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos e foi validado pela rede internacional de cidades C40. Os pesquisadores cruzaram as ocupações em cinco eixos — eficiência energética, fontes renováveis, redução de impactos ambientais e economia circular, preservação ambiental e conformidade e educação ambiental — para mapear onde a sustentabilidade já virou carreira de fato. O resultado mostra um crescimento discreto, mas consistente: eram 286.533 vínculos em 2022, 286.978 em 2023 e 290.334 em 2024.

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